‘Aos Fatos’ distorce notícia do EN sobre dados da Anvisa e reações a vacinas; entenda

Ataques sistemáticos visam defender efetividade de vacinas não testadas suficiente em defesa de fabricantes e atacar tratamento precoce que vem salvando vidas

O site de “checadores” Aos Fatos distorceu informações de uma matéria do Estudos Nacionais que falava sobre os óbitos registrados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no sistema de notificação de eventos adversos de vacinas e medicamentos. Conhecido por suas distorções para classificar como fake news, o site de desinformação mudou o sentido do título e ignorou dados fornecidos pela própria Anvisa.

A matéria do EN, cujo título é Anvisa confirma 34 óbitos e 767 efeitos adversos em primeiro mês de vacinação” foi respondida em suposta “verificação” por Aos Fatos, nesta quarta-feira (3), com o seguinte título: “Não é verdade que Anvisa confirma mortes em decorrência de vacinas contra a Covid-19”. Acontece que a matéria do EN não afirma, em nenhum trecho do texto, que as mortes seriam “em decorrência de vacinas contra Covid-19”, mas apenas que elas ocorreram no primeiro mês de vacinação.

A palavra “confirma”, no título do EN, não se refere à relação estabelecida entre vacinas e óbitos, mas em relação à notificação dos óbitos no sistema da Anvisa pela agência. Não é possível afirmar, no entanto, que os óbitos e reações graves presentes no sistema da agência não estejam associados, pela própria Anvisa, às vacinas, uma vez que estão presentes no formulário exatamente por este filtro.

Sendo as informações da Anvisa relacionadas ao campo “eventos adversos”, dentro da seção vacinas e medicamentos, a relação entre os eventos e as vacinas está explícita no próprio painel de notificação da agência e não se trata de “distorção” promovida por EN, como afirma Aos Fatos no trecho abaixo:

“Textos do site Estudos Nacionais difundidos nas redes sociais usam dados da plataforma VigiMed, da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), para afirmar que a agência reconhece mortes decorrentes das vacinas contra a Covid-19 no Brasil. A base de dados, no entanto, é aberta a qualquer pessoa sem necessidade de apresentação de provas e não contém informações oficiais”.

O Aos Fatos acusa a matéria de ter falsificado a interpretação dos dados da Anvisa, ao afirmar que as morte seriam “decorrentes das vacinas”. No entanto, a matéria do EN é clara quanto ao limite de veracidade dos dados apresentados. A matéria começa da seguinte forma:

De 1 de janeiro até o dia 21 de fevereiro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), confirmou o óbito de 34 pessoas em possível decorrência das vacinas contra Covid-19, em todo o país. Foram 24 mortes pela CoronaVac e 10 pela vacina da Universidade de Oxford. Dentro do universo de notificações, a vacina chinesa teve 18% de efeitos graves enquanto a vacina da AstraZeneca apresentou 23% de casos graves entre as reações notificadas.”

Portanto, além de não associar causalidade no título, o Estudos Nacionais também não o faz na matéria, tomando os cuidados necessários e sabendo sobre a forma que são feitas as notificações.

Durante toda a cobertura jornalística da pandemia, porém, o jornalismo se valeu da palavra “confirma” para mortes cujo diagnóstico de causalidade para Covid-19 até hoje enfrenta dúvidas e não conta com confirmação estabelecida na medicina. Médicos suspeitam de erros de diagnósticos, imprecisões nos testes PCR e causalidade cruzada com outras doenças, as chamadas comorbidades, que tornam a confirmação efetiva dificultada.

A ausência de certeza sobre a causalidade de mortes em relação a vacinas se dá justamente pela presença de outras comorbidades, situação semelhante à dos diagnósticos de Covid-19 em óbitos, quando muitas vezes a necrópsia foi proibida por órgãos sanitários, o que se verificou em vários países.

As “confirmações” no caso dos diagnósticos de Covid, ao longo do ano passado, portanto, deram-se muito mais jornalisticamente do que cientificamente. Ou ainda, em termos sanitários, de gestão, como nas informações sobre casos de Covid no país e em vários estados, que segundo fontes de secretarias da saúde, abrangem sabidamente suspeitos e confirmados.

Ataque é parte de ação sistemática

O recente ataque de checadores ao site Estudos Nacionais faz parte de um esforço de grandes grupos de comunicação para concentrar a atenção do Brasil na solução das vacinas, motivo pelo qual centrou ataque às informações que suspeitam da sua efetividade, da mesma forma como atacam e censuram médicos que defendem os tratamentos precoces contra Covid-19, mesmo após amplas evidências de efetividade.

Só nesta semana, outra “checagem” atacou e tentou deslegitimar as informações que lançam meras suspeitas nas vacinas. Sem informações que os favoreçam, checadores utilizam meras críticas disfarçadas de argumentos, na tentativa de iludir leitores desatentos.

Nesta terça-feira (2) a Anvisa publicou uma nota à imprensa informando que a relação entre as vacinas e reações ou óbitos é “suspeita”. O fato da suspeita já basta para atender aos critérios de noticiabilidade baseados no interesse público e na preocupação com danos á sociedade quanto à saúde pública. O site Estudos Nacionais não tem vínculos com indústria farmacêutica ou com qualquer entidade que privilegie uma única solução para a pandemia. A defesa da saúde pública e da transparências nas informações sobre as diversas soluções, sua eficácia e eventuais danos á sociedade, são, portanto, temas de interesse e que demandam constante atenção de nossa redação.

Fonte: Estudos Nacionais

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