O médico pneumologista, Wagner Malheiros, de Cuiabá, teve a conta bloqueada pelo Facebook por uma postagem que, segundo a rede social, foi considerada fora dos “padrões da comunidade”. Na postagem, Malheiros afirmava que a matéria do UOL, intitulada “Na UTI, pacientes dizem a médicos e enfermeiros que tomaram ivermectina”, possuía erros graves, frutos do desconhecimento e desatualização dos médicos entrevistados pelo UOL.

Um dos entrevistados da matéria é o diretor da Sociedade Paulista de Infectologia, que diz que a hidroxicloroquina causa danos cardíacos. Malheiros rebate: “Já demonstrei em vídeo um trabalho da Sociedade Europeia de Cardiologia que provou por A + B que a Hidroxicloroquina não causa dano na dose e tempo utilizado para o tratamento da Covid”, lembra Malheiros.

O pneumologista classificou como mentirosa a afirmação de que o fabricante da Ivermectina teria afirmado que o medicamento não tem ação contra Covid. Na verdade, o médico entrevistado pelo UOL repetiu uma fake news. Como foi noticiado, o anúncio feito na imprensa foi da farmacêutica Merck, que não é fabricante da Ivermectina no Brasil e está desenvolvendo um medicamento concorrente. A Vitamedic, fabricante e distribuidora no Brasil, esclareceu publicamente, em nota, que não há restrição para que médicos utilizem para Covid-19, já que o medicamento é seguro e vem mostrando eficácia.

“A Ivermectina por si só não é tratamento, e sim, faz parte do protocolo de tratamento precoce que tentam de todas as formas desacreditar ou impedir que seja usado”, explica Malheiros, referindo-se aos interesses comerciais envolvidos.

“Dizer que não existe trabalho provando que funciona é outra mentira imensa! O trabalho realizado por Hector Cavallo coloca uma pá da cal nesse assunto, demonstrando de forma inequívoca a ação preventiva. Só não lê o trabalho quem não quer ou é canalha vendido. Se desejarem leiam o trabalho de Liverpool”, recomenda.

O estudo citado por Malheiros foi uma revisão de onze pesquisas sobre a eficácia da ivermectina, realizada pela Universidade de Liverpool, mostrou que o vermífugo foi associado a uma redução dos níveis de inflamação e a uma eliminação do coronavírus, além de redução da mortalidade e do tempo de internação. Em seis ensaios clínicos randomizados de infecção moderada ou grave, houve uma redução de 75% na mortalidade.

“A outra afirmação que ‘dezenas de estudos provam que não funcionam’ só existe na cabeça do autor do texto. Esses “estudos” incluem aquele da Lancet, da NEJM ou é o estudo assassino de Manaus, em que deram uma dose tóxica para pacientes idosos e os mataram?”, questiona Malheiros, referindo-se ao polêmico experimento com cloroquina em Manaus, no início de 2020. O estudo, que teve que ser interrompido após a morte de onze pessoas, foi utilizado como base pelo ex-Ministro Luiz Henrique Mandetta em suas opiniões sobre a hidroxicloroquina.

O médico entrevistado pelo UOL afirmou ser desgastante ter que explicar sobre a ivermectina. “A ivermectina para mim é inócua. Não interferiu, exceto a chatice de desdizer e desfazer conceitos. O que é sempre desgastante. Mas, na prática, obviamente, 100% de quem pegou covid e tomou ivermectina evoluiu com ou apesar da ivermectina”, disse o infectologista.

Wagner rebate:

“O doutor que afirma que ‘é desgastante’ ou ‘uma chatice’ ter que falar sobre a Ivermectina para os pacientes, é a prova cabal da total ausência de uma critica interna que o faça refletir sobre a sua atitude. Os termos usados são de uma empáfia a toda prova. Não existem duvidas, receios ou questionamentos – a impressão é o comportamento de um soldado cumprindo ordens”, diz o pneumologista censurado pelo Facebook.

“Podem ficar tranquilos, o tempo vai passar e a verdade disso tudo virá a tona. Só quero saber em que montanhas de mentiras vocês enterrarão os seus atos. Vocês são mentirosos”, desabafa o médico, que tem 30 anos de experiência e prescreve o tratamento precoce desde o início. Ele afirma que já atendeu em torno de 3 mil pacientes e, destes, mandou internar apenas seis, sendo que dois ou três foram para a UTI.

Fonte: Estudos Nacionais

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